Vitiligo: o que é, causas, tratamento e mitos sobre a condição de pele
O que é vitiligo? Tem cura? A dermatologista e expert Gabrielle Mendonça esclarece esse e outros pontos sobre essa doença autoimune. Saiba mais aqui!
25/06/2026
Você certamente já ouviu falar sobre vitiligo, mas ainda existem muitas dúvidas e até preconceitos envolvendo essa condição de pele que afeta de 1 a 2% da população mundial.
Para esclarecer o tema, compartilhamos hoje, no Dia Mundial do Vitiligo, uma conversa com nossa expert, a dermatologista Dra. Gabrielle Mendonça. Ela explica desde as causas até os tratamentos mais eficazes e os mitos que ainda circulam por aí. Vem ver!
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O que é o vitiligo?
De acordo com a Dra. Gabrielle Mendonça, o vitiligo é uma doença de pele autoimune, caracterizada pela perda de melanina — o pigmento responsável por dar cor à pele, aos cabelos e aos olhos. Isso resulta no aparecimento de lesões esbranquiçadas em diferentes áreas do corpo.
“Essas lesões podem ser avermelhadas e depois perderem a cor, ou já podem surgir em um tom esbranquiçado”, afirma a dermatologista.
Por mais que a causa exata da condição ainda seja desconhecida, ela pode estar associada a fatores genéticos e a outras doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto e a alopecia areata. A idade média de aparecimento das lesões é por volta dos 20 anos, mas o vitiligo pode acometer qualquer pessoa, independentemente de gênero ou etnia.
“O vitiligo atinge de 1 a 2% da população mundial. A forma mais comum da doença é a localizada. Os casos em que as lesões se espalham pelo corpo são mais raros e têm um tratamento mais resistente. Na maioria das vezes, as pessoas que têm a doença não têm nenhum parente de primeiro grau acometido por ela”, explica a médica.

O vitiligo é uma doença de pele autoimune, caracterizada pela perda de melanina, o que resulta no aparecimento de lesões esbranquiçadas no corpo.
Como identificar vitiligo na pele?
As manchas de vitiligo são despigmentadas, geralmente lisas e sem alteração na textura da pele. Em raros casos, elas podem coçar.
As áreas mais afetadas incluem:
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Rosto e pescoço;
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Mãos;
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Dobras do corpo.
Essas marcas podem aparecer de forma simétrica ou assimétrica, dependendo do tipo da doença (segmentar ou não segmentar). Caso note o surgimento dessas manchas, o ideal é buscar avaliação médica o quanto antes.
Diagnóstico e tratamento para vitiligo
O diagnóstico do vitiligo é estritamente clínico, feito por um dermatologista. No entanto, também é importante realizar exames laboratoriais para descartar outras doenças autoimunes associadas, como problemas na tireoide e alopecia.
A Dra. Gabrielle afirma que há uma série de opções terapêuticas e reforça que os cuidados devem ser iniciados o quanto antes para evitar a propagação das manchas.
Principais tipos de tratamento
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Tratamentos tópicos: Uso de corticoides e imunomoduladores tópicos (indicados especialmente para áreas sensíveis, como o rosto);
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Fototerapia (UVB de banda estreita): Extremamente eficaz para casos generalizados;
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Procedimentos em consultório: Tratamento com laser, fototerapia, tratamentos com implantes (como implantes de melanócitos) e plasma rico em plaquetas;
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Novas terapias: Opções em estudo, como os inibidores de JAK;
Cuidados diários e como conviver com o vitiligo
Viver com vitiligo exige cuidados diários e um olhar mais gentil consigo mesmo. Essas são as indicações da Dra. Gabrielle Mendonça para conviver com o vitiligo:
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Proteção solar diária: Use protetor solar diariamente com FPS alto (mínimo 30), mesmo em dias nublados. Isso protege as áreas despigmentadas e previne queimaduras;
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Evitar exposição solar desprotegida: Proteger a pele do sol direto sem a devida barreira;
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Hidratação da pele: Essencial para garantir a saúde geral e a elasticidade cutânea;
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Acompanhamento psicológico: A Dra. Gabrielle reforça a importância do suporte emocional e de grupos de apoio caso a condição afete a autoestima;
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Perguntas Frequentes sobre vitiligo (mitos e verdades)
O vitiligo é transmissível ou contagioso?
Mito. O vitiligo é uma doença autoimune e não é contagiosa de forma alguma. Não há risco de transmissão pelo toque ou convivência.
As manchas podem coçar?
Verdade. Embora a textura da pele continue lisa e sem alterações na maioria das vezes, a coceira nas lesões pode acontecer em casos raros.
O estresse causa vitiligo?
Mito. O estresse não é o causador da doença. No entanto, ele atua como um fator agravante e gatilho em pacientes que já possuem predisposição genética para a condição.
Vitiligo causa queda de cabelo?
Verdade. A queda de cabelo não está diretamente associada ao vitiligo em si, mas quem tem a doença apresenta maior propensão a desenvolver esse quadro.
Vitiligo pode virar câncer?
Mito. As lesões e manchas causadas pelo vitiligo não possuem nenhuma associação direta ou evolução para o câncer de pele.
Quais são as doenças associadas ao vitiligo?
O vitiligo pode estar associado a outras condições de origem autoimune (quando o sistema de defesa ataca o próprio corpo). Segundo a Dra. Gabrielle Mendonça, as principais doenças ligadas a esse quadro e que devem ser investigadas em exames de rotina são a tireoidite de Hashimoto e a alopecia areata.
A conexão ocorre porque, em pessoas com predisposição genética, o sistema imunológico pode atacar não apenas os melanócitos da pele, mas também outras partes e glândulas do corpo.
Vitiligo é hereditário? Passa de pai para filho?
Na grande maioria das vezes, não. Embora o vitiligo esteja associado a fatores genéticos e predisposição familiar, a dermatologista explica que a maioria das pessoas que têm a doença não possui nenhum parente de primeiro grau (como pais ou filhos) acometido por ela.
Quais são as áreas do corpo mais afetadas pelo vitiligo?
As manchas despigmentadas costumam surgir com maior frequência em regiões visíveis e de dobra. As áreas mais afetadas incluem o rosto, o pescoço, as mãos e as dobras do corpo. Dependendo do tipo da doença, essas lesões podem aparecer de forma simétrica (dos dois lados do corpo) ou assimétrica.
É possível reverter o vitiligo?
Sim, existem tratamentos eficazes para conter e tratar a condição. Embora a cura definitiva não exista, há uma série de tratamentos que ajudam a conter a evolução da doença e até repigmentar a pele. O segredo é iniciar o tratamento o quanto antes.
Vitiligo é grave?
Não. O vitiligo não afeta os órgãos internos e não é uma doença clinicamente grave ou fatal. Trata-se de uma condição autoimune que causa a perda de pigmentação da pele. No entanto, a dermatologista Dra. Gabrielle reforça que ela pode impactar o bem-estar emocional, sendo essencial o acompanhamento psicológico para cuidar da autoestima e garantir a qualidade de vida do paciente.
Consulte o seu dermatologista com regularidade para obter diagnósticos precisos e o tratamento ideal para as suas necessidades!
(Fontes consultadas: Dra. Gabrielle Mendonça, Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), artigos científicos sobre doenças autoimunes.)
Play no vídeo
Aqui, a dermatologista e expert Beleza na Web, Dra. Gabrielle Mendonça, respondeu em vídeo as dúvidas sobre a doença de pele conhecida como vitiligo. Se você quer saber mais sobre o que é essa doença, como ela surge, em quem e desconstruir os mitos sobre ela, esse conteúdo é para você!
