O que é alopecia e quais os seus tipos principais?
Você sabia que existem vários tipos e causas de alopecia? A dermatologista Luciana Passoni explica tudo sobre essa condição que leva à queda de cabelo
11/08/2026
A alopecia é uma condição caracterizada pela perda de cabelo em grandes quantidades e em determinadas áreas do corpo, proporcionando a visualização do couro cabeludo ou da pele que antes era coberta por fios ou pelos corporais.
Diferente da queda capilar diária considerada normal (onde se perde entre 50 e 100 fios por dia), a alopecia interrompe o ciclo natural de crescimento e regeneração do folículo piloso, afetando tanto homens quanto mulheres por meio de causas variadas.
De acordo com a dermatologista Luciana Passoni, existem vários tipos de alopecia, com causas diferentes, que afetam tanto homens quanto mulheres. Aqui, a expert explica cada um deles e como deve ser o tratamento. Confira!
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Quais são os principais tipos de alopecia?
Alopecia areata
A alopecia areata causa uma queda de cabelo intensa devido a fatores autoimunes ou emocionais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, ela costuma causar falhas em formato redondo e ocorre quando o sistema de defesa ataca por engano a raiz dos fios.
A sua principal diferença em relação à queda comum é que ela possui relação com outras doenças e, em alguns casos, não há cura definitiva.
“Geralmente ela causa a perda de cabelo em várias partes do couro cabeludo, no formato e tamanho de uma moeda grande. O cabelo não volta a crescer naturalmente nestes casos. Por outro lado, na queda comum os fios podem voltar a ficar grossos e saudáveis em pouco tempo”, explica a médica dermatologista e tricologista Dra. Luciana Passoni, especialista em ciências capilares, fundadora do instituto Passoni Clinic, focado em tricologia, e criadora do CAPITECH, plataforma de ensino sobre saúde capilar que auxilia na formação de tricologistas.
Alopecia androgenética
Também chamada popularmente de calvície, esse tipo de alopecia é causado por fatores genéticos associados à taxa de testosterona na corrente sanguínea, motivo pelo qual é mais frequente em homens, embora também afete mulheres.
Alopecia na barba
Uma manifestação específica da alopecia areata que atinge a região da face masculina, provocando áreas circulares sem pelos (conhecidas como “placas” ou “peladas”) e causando grande impacto na autoestima.
Alopecia traumática e tricotilomania
Esta condição está relacionada ao fato de o paciente ter o hábito de arrancar os fios de cabelos constantemente (tricotilomania) ou a traumatismos e trações mecânicas constantes na cabeça.
Alopecia total (totalis)
Esse tipo é caracterizado pela perda de todos os fios de cabelo do couro cabeludo, enquanto as outras partes do corpo que contêm pelos não sofrem alteração alguma. Geralmente, é causada por questões genéticas, mas, em alguns casos, possui razão emocional.
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Alopecia universal (universalis)
Essa é uma versão mais grave da alopecia total em que, além dos fios de cabelo, a pessoa também perde todos os pelos do corpo, incluindo sobrancelhas, cílios, pelos axilares e pubianos.
Alopecia seborreica
Esse tipo de alopecia é causado por uma dermatite seborreica no couro cabeludo, que pode ser tratada de forma eficaz com o uso de medicamentos adequados.
Alopecia por tração
A alopecia por tração é a perda de cabelo causada pelo repuxamento constante dos fios, como no uso frequente de penteados bem puxados e apertados, e o uso de tranças.
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Alopecia na barba: causas, sintomas e como tratar
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a alopecia areata é uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo e, no homem, pode afetar também a barba. Em cerca de 5% dos pacientes, todos os pelos do corpo são atingidos.
A alopecia areata se manifesta como uma perda brusca de pelos que leva à formação de ‘placas’ — regiões bem delimitadas na pele e mais frequentemente circulares, nas quais não ficam pelos, como se fossem ‘clareiras’. Ela não é contagiosa, mas costuma ter efeitos bastante drásticos na saúde mental, podendo fazer o homem se sentir frustrado, com vergonha e sofrer impacto negativo na autoestima.
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O que causa alopecia na barba?
A razão pela qual a alopecia areata na barba — e em outras regiões do corpo — acontece é a atuação do sistema imunológico: os linfócitos T e outras células do sistema imune começam a atacar o folículo piloso, que é a estrutura da pele capaz de produzir e sustentar o pelo.
Com o ataque, as células imunes lesionam e paralisam a atividade do folículo, mas não o destroem. Por isso, mesmo nos casos em que todo o cabelo cai (alopecia totalis) ou todos os pelos do corpo são perdidos (alopecia universalis), o quadro tem chances de ser revertido, às vezes espontaneamente, embora novos surtos possam ocorrer.
Os principais fatores associados que podem desencadear ou piorar a alopecia incluem:
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Genética: Em 10% a 42% dos casos, há algum parente próximo com alopecia.
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Doenças imunológicas: Condições como tireoidites, lúpus, vitiligo, diabetes tipo 1 e quadros alérgicos.
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Gatilhos externos: Traumas físicos, quadros infecciosos, estresse emocional e desequilíbrios hormonais (envolvendo a testosterona).
Quais os sintomas da alopecia na barba?
- Barba falhada e queda acentuada de pelos
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Coceira na barba, queimação, vermelhidão ou inflamação na área afetada.
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Espessamento ou descamação da pele e alterações nas unhas.
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Pelos ao redor da região afetada soltando-se com facilidade ao serem puxados.
Como acabar com a alopecia na barba?
O primeiro passo é consultar um dermatologista para o diagnóstico correto, que é feito clinicamente ou via análise dos pelos e biópsia de pele.
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Tratamento médico: Aplicação de medicamentos tópicos direto na pele para estimular o crescimento dos pelos e conter a inflamação em casos leves a moderados.
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Saúde emocional: Suporte psicológico quando houver fatores emocionais envolvidos.
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Prevenção e cuidados: Manter hábitos saudáveis, rotina de cuidados com a pele/barba e atenção à saúde mental ajudam a fortalecer os fios e reduzir novos surtos.
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O que causa a alopecia?
A alopecia pode acontecer por diversos fatores isolados ou combinados, variando de acordo com o organismo de cada paciente.
“Também há outros fatores relacionados à condição, como a idade, a perda significativa de peso, excesso de vitamina A no organismo, deficiência de vitamina B12 e a falta de proteínas e alguns minerais”, afirma Dra. Luciana Passoni.
Em resumo, as causas abrangem:
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Hereditariedade e herança genética.
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Alterações e questões hormonais.
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Estresse físico ou emocional elevado.
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Uso de determinados medicamentos.
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Uso exagerado de produtos químicos no cabelo.
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Má alimentação e deficiências nutricionais (vitaminas e minerais).
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Doenças e condições subjacentes (como tricotilomania e doenças autoimunes).
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Como é feito o diagnóstico de alopecia?
Identificar os primeiros sinais da perda capilar é essencial para iniciar a intervenção adequada antes que a perda seja ainda maior.
A Dra. Lu Passoni afirma que o principal sinal indicativo da condição é a perda constante de mais de 120 a 150 fios de cabelos por dia. O diagnóstico deve ser confirmado em consultório por um dermatologista ou tricologista.
“Você passa a encontrar muitos fios de cabelo no travesseiro quando acorda, há uma queda acentuada quando lava e penteia cabelo ou quando passa a mão nos fios. Outro sinal é quando é possível visualizar facilmente o couro cabeludo em algumas áreas da cabeça”, diz.
Assim que perceber uma mudança na queda, busque orientação médica para iniciar o tratamento adequado.
Quais são os tratamentos para alopecia?
A alopecia é tratada com o uso de medicamentos variados, de uso tópico e oral, e pela estimulação direta do folículo capilar. Dependendo do diagnóstico, o médico poderá indicar:
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Medicamentos tópicos e orais: Soluções vasodilatadoras, antiandrógenos e corticoides para controle inflamatório. O minoxidil é uma das mais comuns, mas não a única.
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Procedimentos em consultório: Terapias como microagulhamento, laser de baixa frequência e aplicação de ativos diretamente no couro cabeludo para reativar folículos paralisados.
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Adequação da rotina: Ajustes nutricionais e manejo do estresse.
A alopecia tem cura?
A resposta depende do tipo de alopecia diagnosticado.
Algumas formas da condição — como a alopecia areata ou o eflúvio telógeno — não têm uma “cura” definitiva no sentido de garantir que novos surtos nunca mais aconteçam, mas possuem controle e chances de reversão total do quadro. Nesses casos, como o folículo piloso é apenas paralisado e não destruído, o cabelo ou pelo pode voltar a crescer completamente com o tratamento correto ou até mesmo de forma espontânea.
Já na alopecia androgenética (a calvície hereditária), por se tratar de um processo genético e hormonal contínuo, não existe cura definitiva, mas sim tratamento e controle a longo prazo. O acompanhamento dermatológico contínuo consegue desacelerar drasticamente a queda, recuperar a densidade dos fios e estabilizar o avanço da condição. Nos casos mais avançados, onde o folículo foi completamente cicatrizado/destruído, o transplante capilar surge como a alternativa para restaurar as áreas afetadas.
Os medicamentos para emagrecer causam queda de cabelo e alopecia?
Sim, os remédios para emagrecer podem estar associados à queda de cabelo. No entanto, a causa principal costuma ser o emagrecimento rápido e a falta de nutrientes e não um dano direto da medicação aos fios.
A boa notícia é que essa queda é temporária. Faça sempre acompanhamento médico para repor vitaminas e nutrientes se necessário e mantenha sempre uma alimentação balanceada, rica em proteínas.





