- Por Karina Hollo

Protetor solar: quanto, como, quando, onde, qual passar

O protetor solar é a forma mais eficaz de se defender do envelhecimento precoce e outros danos solares.

Qual a forma correta de aplicação do filtro solar? Investigamos com dois experts no assunto: a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e o farmacêutico Lucas Portilho, que também é pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Eles resolvem as principais dúvidas sobre proteção solar já!

 

1 Qual a quantidade ideal de protetor solar que deve ser aplicado?

“Para obter a proteção do fator de proteção solar (FPS) descrito na rotulagem é necessário aplicar 2mg/cm2. De forma prática, se pensarmos em rosto, equivale a uma colher de café cheia”, conta Lucas Portilho.

No caso do corpo, o consenso é aplicar uma colher de café no braço e antebraço direitos; uma colher no braço e antebraço esquerdos; duas colheres no torso (1 para a frente e 1 para as costas); duas colheres para a coxa e perna direitas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás); e duas colheres para coxa e perna esquerdas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás).

2 Como e onde deve ser aplicado?

“No caso do rosto, você tem que passar uma camada generosa do filtro solar até que cubra toda a área e você tenha aquela sensação de que existe uma cobertura homogênea. Passe no rosto até a raiz do cabelo, também na região bem pertinho da dobra da orelha, não se esqueça de pescoço, nuca, orelhas”, enfatiza a dermatologista Thais Pepe.

“Além disso, reforce a região do osso da bochecha, ao redor dos lábios, na ponta do nariz e em suas laterais, já que que essas são áreas em que mais acontecem cancerização e formação das manchas. Não esquecer de passar o protetor solar na região do pescoço, do colo”, acrescenta Thais.

Recomendação importante: passe o filtro sem roupa. “Assim ele será aplicado no corpo todo e sobre a pele limpa, sem perfume, hidratante ou perde a sua potência e aderência”, completa ela.

3 Quando deve ser aplicado?

“Não adianta aplicar o protetor solar ao chegar à praia ou à piscina. O filtro solar precisa de, pelo menos, 20 a 30 minutos para começar a agir e nesse período você já está sofrendo um dano importante em relação às células da pele”, afirma a dermatologista.

Portanto, aplicar o protetor meia hora antes da exposição é essencial. Além disso, a reaplicação deve ocorrer a cada duas horas em média, com uso de chapéu e óculos. “Aqueles que querem ir à praia devem respeitar os horários recomendados que são: até 10h da manhã e depois das 4h da tarde”, completa a médica.

5 Qual é o FPS mínimo?

“A partir do FPS 30 já temos uma boa proteção, que fica perto de 97% de absorção da UVB, por exemplo. O problema é que como os brasileiros não aplicam uma quantidade adequada de produto, quando usam um FPS 30, na verdade a proteção é equivalente a um FPS 8”, conta Lucas. “Por isso gosto de fotoprotetores com FPS mais alto como 50, 60 ou 70.”

6 Qual o protetor solar para  meu tipo de pele?

Sem dúvida as classificações da pele requerem fotoprotetores diferentes. “Por exemplo, uma pessoa com fototipo 1 precisa de uma proteção muito maior quando comparado com uma pessoa com fototipo maior. Isso porque quanto maior o fototipo, mais escura a melanina da pele, um pigmento que protege a pele contra a radiação.

Portanto, quem tem pele clara, tem menos proteção e por isso precisa de fotoprotetores com FPS e UVA maiores”, explica Lucas Portilho. E tem mais: “Em relação ao sensorial do fotoprotetor, é importante usar produtos que sejam mais secos no caso de pessoas com pele oleosa ou produtos mais hidratantes no caso de quem apresenta pele seca”, completa o pesquisador em Fotoproteção.

7 Por que usar filtro?

Porque ele é a forma mais segura de proteção contra as radiações solares, segundo a médica. “Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares”, afirma.

“UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres.

Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, finaliza a dermatologista.

FPS, sempre!
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