Por dentro do ativo: ácido glicólico

Saiba como incluir o ácido glicólico com segurança na sua rotina de skincare com dicas do dermatologista Amilton Macedo

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Se você já pesquisou sobre ácido glicólico, provavelmente se deparou com promessas de pele mais luminosa, uniforme e com menos linhas. Mas afinal, o que esse ativo realmente faz? Ele é indicado para todo mundo? E como usar sem irritar a pele?

Para esclarecer as principais dúvidas, conversamos com o dermatologista Amilton Macedo, que explica como o ácido glicólico age e quais são seus benefícios na prática. Vem ver!

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Ácido glicólico: o que é e para que serve?

O ácido glicólico é um dos ativos mais conhecidos quando o assunto é renovação da pele. Ele pertence à família dos alfa-hidroxiácidos (AHAs), substâncias de origem orgânica muito utilizadas nos produtos de skincare.

“Isso significa que ele faz parte da família de ácidos orgânicos naturais, encontrados em vegetais doces, como, por exemplo, a cana de açúcar”, explica Amilton Macedo.

Na prática, o ácido glicólico promove uma esfoliação química suave, ajudando a remover as células mortas que ficam acumuladas na superfície da pele. O resultado é uma textura mais lisa, viço renovado e melhora gradual de manchas e linhas finas.

No entanto, ainda segundo Amilton Macedo, ele vai além da renovação superficial: “ele reduz as linhas finas, controla oleosidade e tem ação uniformizadora, proporcionando luminosidade e correção natural aos sinais do envelhecimento”.

Outro ponto importante é que, ao remover a camada de células mortas, o ácido glicólico também favorece a penetração de outros ativos do seu skincare, potencializando os resultados da rotina.

Principais benefícios do ácido glicólico

Multifuncional, o ácido glicólico costuma ser indicado para peles oleosas, mistas e maduras, especialmente quando há queixas como manchas, textura irregular ou marcas de acne.

Entre os benefícios destacados por Amilton Macedo estão:

  • Minimização de rugas e linhas de expressão
  • Estímulo de colágeno
  • Melhora da luminosidade
  • Clareamento de manchas causadas por acne
  • Prevenção do envelhecimento precoce
  • Controle da oleosidade

Ácido glicólico e a renovação celular

Apesar dos diversos benefícios, a principal função do ácido glicólico é acelerar a renovação celular. Isso porque, ao promover uma descamação suave, ele contribui para uma pele com aparência mais uniforme e suave ao toque.

“Ele promove o rejuvenescimento e uma leve descamação, retirando as células mortas e auxiliando na formação de colágeno”, explica o dermatologista.

Isso faz diferença especialmente para quem sente a pele opaca ou com aspecto áspero.

Controle da oleosidade e acne

Por ajudar a desobstruir os poros, o ácido glicólico também é um aliado para quem sofre com oleosidade excessiva, cravos e acne leve.

Afinal, a esfoliação química reduz o acúmulo de células mortas e sebo, o que contribui para uma pele mais equilibrada e com menos imperfeições ao longo do tempo.

Manchas e marcas pós-acne

Se você tem manchas escuras deixadas por espinhas, o ácido glicólico pode ser um dos seus maiores aliados na rotina de skincare. Ao acelerar a renovação celular, ele contribui para a uniformização do tom da pele.

Por isso, o uso regular, aliado à proteção solar diária, tende a melhorar gradualmente o aspecto dessas marcas.

Quem pode usar ácido glicólico?

De modo geral, o ácido glicólico pode ser utilizado por diferentes tipos de pele, mas com atenção à sensibilidade individual.

Amilton explica que ele pode ser uma alternativa interessante ao ácido retinóico:

“O ácido glicólico é uma ótima alternativa ao retinóico, porque ele é bastante poderoso, porém é menos agressivo, especialmente em peles já em outros tipos de tratamentos, sejam eles voltados para acne ou rugas e linhas.”

Ainda assim, há um alerta importante:

“O ácido glicólico por ser considerado um esfoliante mais intenso, é indicado para peles mais resistentes. Mas, como qualquer outra medicação para a pele, é importante que o paciente consulte um dermatologista antes de fazer o uso”, acrescenta ele.

Ácido glicólico e pele sensível

Portanto, se você tem pele sensível ou sensibilizada, o uso deve ser feito com cautela.

“Ele deve ser utilizado com cautela, como qualquer outro ácido, pois pode causar vermelhidão e ardência, principalmente, se a sua pele for sensível”, alerta Amilton.

A dica é começar com concentrações mais baixas e observar a reação da pele. Ardor leve no início pode acontecer, mas sinais intensos e persistentes são indicativo de que é preciso suspender o uso e buscar orientação.

Como incluir o ácido glicólico na rotina de skincare?

O uso do ácido glicólico costuma ser indicado em dias alternados, principalmente no início. Ele pode fazer parte tanto da rotina noturna quanto diurna, desde que em concentrações adequadas, mas o uso noturno é o mais comum.

Uma forma segura de inserir o ativo é:

  • Limpar a pele com um sabonete adequado ao seu tipo de pele
  • Aplicar o ácido glicólico (evitando área dos olhos e lábios)
  • Finalizar com hidratante

Na manhã seguinte, o protetor solar é indispensável, mesmo em dias nublados ou dentro de casa, já que o ácido glicólico pode deixar a pele mais sensível à radiação solar, aumentando o risco de manchas se não houver proteção.

Em quais produtos encontrar ácido glicólico?

O ácido glicólico pode aparecer em diferentes etapas da rotina, como:

  • Máscaras faciais: geralmente de uso noturno, ajudam na renovação e luminosidade.
  • Séruns: textura leve e de rápida absorção, ideal para quem prefere fórmulas menos densas.
  • Géis de limpeza e tônicos: promovem limpeza associada a uma leve ação renovadora.

Aqui, a escolha depende do seu objetivo e da sua tolerância ao ativo.

- Por Isabelle Guedes