Queratose pilar: dermatologista explica o que são as “bolinhas” ásperas na pele e como tratar

A condição que causa bolinhas ásperas na pele tem nome: queratose pilar. Vem descobrir mais sobre e os melhores ativos para tratar

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Você já notou pequenas bolinhas no braço, pernas, nádegas ou rosto que deixam a região com um aspecto áspero? Essa condição é muito comum e tem nome: queratose pilar.

Para entender o que causa essa alteração e descobrir a rotina ideal de cuidados para essa pele, convidamos o dermatologista e expert, Dr. Amilton Macedo, que revelou tudo o que você precisa saber. Confira!

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O que é e o que causa a queratose pilar?

“A queratose pilar é uma alteração na condição da pele, em que há o aparecimento de bolinhas avermelhadas ou esbranquiçadas, que não causam dor ou coceiras, e tendem a diminuir com o tempo e com o uso de determinados cremes”, explica Dr. Amilton Macedo.

Essa condição acontece devido à produção excessiva de queratina, que acaba se acumulando e obstruindo os folículos pilosos (onde nascem os pelos). O médico explica que ela faz parte de um grupo maior de queratoses, que se dividem em:

  • Queratose pilar: alteração benigna ligada ao acúmulo de queratina nos folículos.

  • Queratose actínica: causada e piorada pela exposição solar.

  • Queratose seborreica: mais comum em idosos e de coloração marrom.

O que piora e estimula o aparecimento das bolinhas na pele?

Embora seja uma alteração genética, a manifestação dessas bolinhas ásperas pode ser intensificada por fatores internos e externos.

De acordo com o dermatologista, a queratose pilar pode ter ligação com alergias e eczemas, sendo mais frequente em indivíduos que convivem com dermatite, rinite, asma. “Outros fatores, como a carência de vitamina A, genética, o uso de roupas apertadas, pele seca e dermatite atópica, ainda podem ser estímulo para o aparecimento das bolinhas”, alerta Dr. Amilton.

Além disso, alguns hábitos diários podem agravar o quadro. Tomar banhos demorados com água muito quente, não hidratar a pele corretamente e manter o costume de esfregar roupas e toalhas no corpo são gatilhos que pioram o aspecto da região.

Como tratar a queratose pilar?

Apesar de causar um toque ressecado, a queratose pilar pode surgir em qualquer tipo de pele (seca, mista, oleosa ou equilibrada) e tende a desaparecer espontaneamente com o avanço da idade. O Dr. Amilton Macedo aponta que a condição costuma apresentar uma melhora significativa durante as estações do outono e da primavera.

Para suavizar a textura áspera e reduzir as marcas, uma rotina focada em hidratação e renovação celular é fundamental:

  • Hidratantes e cremes renovadores: “A hidratação com cremes à base de ácido salicílico, ou ureia, ajudam na remoção das células mortas. Já o ácido retinóico reduz o surgimento de novas bolinhas”, orienta o especialista.
  • Esfoliante químico corporal: A esfoliação ajuda na remoção do o excesso de queratina que obstrui os folículos e alisa a textura da pele. Prefira esfoliantes químicos, com ácidos suaves como salicílico, lático ou glicólico, e tome cuidado com esfoliantes físicos com grânulos grossos porque pode piorar o quadro.

  • Hábitos preventivos: Regular a temperatura do chuveiro para morna ou fria e evitar o uso de roupas muito apertadas no dia a dia ajudam a diminuir o atrito e a irritação.

Quanto tempo dura a queratose pilar?

A queratose pilar não tem uma cura definitiva imediata por ser uma característica genética da pele, mas ela é altamente controlável. As bolinhas tendem a diminuir e suavizar gradativamente com o passar da idade e, principalmente, com o uso contínuo de cremes adequados indicados pelo dermatologista.

Qual a diferença entre queratose pilar e foliculite?

Apesar de as duas causarem bolinhas na pele, elas são bem diferentes. Enquanto a queratose causa bolinhas “secas”, sem pus, criadas pelo acúmulo de queratina, a foliculite é uma infecção dos folículos pilosos que causa bolinhas avermelhadas, com pus e que podem doer.

Quais são as áreas do corpo mais afetadas pela condição?

As regiões mais comuns para o surgimento das pequenas lesões ásperas são a parte de trás dos braços, as pernas, as nádegas e, em alguns casos, o rosto.

Esfoliantes físicos podem ser usados no tratamento?

A melhor alternativa para tratar a textura áspera é o uso de esfoliante químico (como loções com ácido salicílico ou retinóico), pois promovem a renovação celular sem gerar o atrito físico que, segundo o especialista, pode traumatizar e agravar a inflamação da pele.

- Por Isabelle Guedes