O que é a libido, de onde ela vem e como aumentá-la?
Você sabia que a libido é influenciada por diversos fatores? Adotar hábitos saudáveis e cuidar da saúde mental são pontos essenciais
26/06/2026
Você já se perguntou o que é a libido? Relacionada ao bem-estar físico, sexual, emocional e hormonal, ela é uma parte natural e muito importante da vida. No entanto, muitos fatores podem interferir nesse aspecto, como o estresse, a ansiedade e até o estilo de vida.
Para tirar todas as dúvidas, batemos um papo com a ginecologista Dra. Mariana Prado, que esclareceu várias dúvidas sobre essa questão que nos atravessa em diferentes fases da vida.
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O que é a libido?
A ginecologista Mariana Prado explica que a libido nada mais é que o desejo ou o impulso sexual. Trata-se do fator que motiva alguém a buscar ou a desejar uma experiência sexual. É uma condição que varia ao longo do tempo e de pessoa para pessoa.
A regulação da libido ocorre por meio de:
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Hormônios: Principalmente a testosterona e o estrogênio;
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Neurotransmissores: Como a dopamina;
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Fatores externos: O estado emocional, a saúde mental e o ambiente exercem grande influência (positiva ou negativa).

A libido é multifatorial e pode ser atingida de maneira positiva ou negativa por diferentes aspectos da vida
Como a ansiedade afeta a libido?
Segundo Dra. Mariana, fatores emocionais e psicológicos desempenham um papel crucial no desejo. O estresse, a ansiedade e a depressão diminuem a libido de variadas formas:
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Aumento do Cortisol: O estresse estimula a produção de cortisol, hormônio que pode reduzir os níveis dos hormônios sexuais (estrogênio e testosterona);
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Falta de foco: A ansiedade gera um estado de alerta e excesso de pensamentos, provocando dificuldade de relaxamento e de concentração — fatores essenciais para o desejo sexual;
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Perda de interesse: Em quadros de depressão, há uma perda recorrente de interesse por várias atividades, inclusive o sexo. Além de alterar hormônios ligados ao prazer (serotonina e dopamina), o uso de medicamentos antidepressivos e antipsicóticos para tratar essas condições também pode afetar a libido negativamente.
“Além de alterar alguns hormônios como serotonina e dopamina, que são cruciais para o prazer, alguns medicamentos usados para tratar a depressão e a ansiedade, os antidepressivos e antipsicóticos, podem também afetar negativamente a libido”, explica a médica.
Qual a diferença entre libido feminina e masculina?
No aspecto biológico, “os homens possuem níveis mais altos de testosterona, que é um hormônio chave para o desejo sexual. Já as mulheres têm mais flutuações hormonais, marcadas durante o ciclo menstrual, na gravidez, na amamentação, na menopausa, e essa variação em diversas fases pode afetar a libido”, explica Dra. Mariana.
Além disso, existem aspectos culturais e sociais que também são bastante diferentes entre os gêneros. Expectativas sociais e pressões históricas fazem com que homens sejam incentivados a expressar a sexualidade abertamente, enquanto mulheres podem enfrentar pressões para reprimir ou moderar seus desejos, gerando culpa ou desconexão.
“O corpo feminino tem desejo sexual responsivo, aquele que suscita a partir de uma reação a estímulos externos, sejam eles físicos como toques, ambiente, conexão com a parceria. Já a população masculina tem mais desejo sexual ativo, que surge de forma natural, repentina, sem a necessidade de estímulos externos imediatos.”, completa Dra. Mariana Prado.
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O que aumenta a libido?
Para melhorar o desejo sexual de forma saudável, a Dra. Mariana Prado revela que é indispensável adotar o MEV (Mudanças no Estilo de Vida). As principais estratégias envolvem:
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Exercícios físicos regulares: Aumentam a circulação sanguínea, elevam os níveis de energia, liberam endorfinas e mantêm os níveis hormonais saudáveis;
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Alimentação e cuidados com a saúde: Hábitos saudáveis de forma geral beneficiam o desejo;
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Conexão pessoal e autoconhecimento: Saber o que te apetece ajuda a estimular o desejo;
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Diálogo com a parceria: Falar abertamente sobre desejos, preocupações e fantasias fortalece o vínculo emocional e intensifica a intimidade sexual.
Quando buscar ajuda médica?
Por ser uma questão multifatorial, as alterações na libido podem demandar um cuidado multiprofissional. É importante ficar atenta a mudanças emocionais e fisiológicas e buscar o suporte de profissionais como:
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Ginecologista (consultas de rotina);
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Fisioterapia pélvica;
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Terapeutas ou psiquiatras.
“Não existe medida milagrosa, é entender a causa a fundo e, na grande parte das vezes, é essa mudança, tanto da sua vida quanto no jeito de se encarar e encarar as suas próprias relações”, finaliza a Dra. Mariana Prado.
Perguntas frequentes sobre libido
Como a TPM afeta a libido?
Na TPM, a libido pode variar bastante. Algumas mulheres dizem perceber um aumento no desejo, enquanto outras experimentam uma queda. Essa variação acontece devido à mudança nos hormônios e também a desconfortos físicos.
De onde vem a libido?
Biologicamente, a libido vem da regulação de hormônios (testosterona e estrogênio) e de neurotransmissores (como a dopamina). No entanto, o desejo também provém de estímulos psicológicos, emocionais, do ambiente e do nível de conexão com a parceria.
Como aumentar a libido de forma saudável?
Para aumentar a libido, você pode praticar atividades físicas regulares (que melhoram a circulação e liberam endorfinas), cuidar da alimentação, exercitar o autoconhecimento e manter uma comunicação aberta com seu parceiro ou parceira.
Falta de libido é um problema?
Depende da fase da vida, mas é um sinal que merece atenção. A ginecologista Dra. Mariana Prado explica que a libido é flutuante e varia naturalmente ao longo da vida e de pessoa para pessoa, mudando em fases como o ciclo menstrual, gravidez, amamentação e menopausa. No entanto, a falta de desejo constante pode estar ligada a fatores como estresse, ansiedade, depressão ou ao uso de certos medicamentos. Por ser uma questão multifatorial que afeta as relações e o bem-estar, se a ausência de libido trouxer incômodo, é importante buscar ajuda médica para entender a causa a fundo.
O estresse e os medicamentos podem tirar o desejo sexual?
Sim. O estresse aumenta o hormônio cortisol, que reduz a produção de testosterona e estrogênio. Além disso, medicamentos utilizados no tratamento de ansiedade e depressão, como antidepressivos e antipsicóticos, podem alterar a serotonina e a dopamina, afetando negativamente a libido.





