Como identificar e tratar espinhas internas?

Espinhas internas dolorida e inflamada? Não esprema! Veja as orientações de uma dermatologista para tratar com segurança e prevenir a acne cística.

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Quem tem pele acneica sabe: as espinhas internas podem incomodar até mais que as externas. Por serem profundas, costumam ser bastante doloridas e demoram mais para desaparecer. Se identificou?

Para te ajudar a cuidar da sua pele e diminuir as espinhas internas, conversamos com a dermatologista Mônica Aribi, que nos orientou sobre quais os melhores tratamentos e dicas essenciais de prevenção para uma pele saudável. Aqui, você descobre quando procurar um dermatologista e como evitar cicatrizes.

Neste guia, você encontrará:

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Espinhas internas: causas, tratamentos e prevenção para uma pele saudável

A espinha interna é uma lesão comum e dolorosa que se desenvolve sob a superfície da pele. Medicamente chamada de acne nódulo-cística ou acne cística, essa condição é uma forma mais profunda de acne.

Ela ocorre nas camadas mais profundas da pele (derme), formando um caroço palpável, dolorido e inflamado que não possui abertura para a superfície. Diferente dos cravos e espinhas superficiais, a retenção da secreção intensifica o desconforto e a inflamação.

“Elas são geralmente formadas por alguma alteração hormonal da paciente ou até por estresse”, explica a dermatologista Mônica Aribi.

espinhas internas

As espinhas internas pedem foco na prevenção, com uma rotina de cuidados e hábitos saudáveis

O que causa as espinhas internas?

A formação da espinha interna envolve múltiplos fatores, que vão desde a fisiologia da pele até os hábitos de vida.

1. Formação do sebo, bactérias e inflamação

A raiz do problema está na produção excessiva de sebo pelas glândulas sebáceas somada à proliferação de bactérias (Cutibacterium acnes) dentro dos folículos pilosos. Essa combinação obstrui os poros, impedindo a saída do sebo e das células mortas, desencadeando uma forte resposta inflamada.

“Nas espinhas externas, o orifício da glândula sebácea está virado para fora da pele, por isso é possível ver a secreção purulenta. Já nas espinhas internas, a glândula entope, mas a sua saída não está virada para fora. Isso torna a cura mais difícil, pois não há por onde a bactéria sair”, pontua a Dra. Mônica.

2. Fatores internos: hormônios e estresse

  • Desequilíbrios hormonais: São os principais gatilhos para as espinhas internas, principalmente em mulheres (fases como puberdade, ciclo menstrual, gravidez e Síndrome do Ovário Policístico).

  • Estresse: O estresse elevado aumenta a produção de cortisol, estimulando os hormônios androgênios e ativando a produção de sebo nas glândulas sebáceas.

3. Estilo de vida e hábitos diários

  • Alimentação: Dietas ricas em açúcares refinados, laticínios e gorduras saturadas podem desbalancear os hormônios e aumentar a oleosidade.

  • Hábitos de higiene: Dormir com maquiagem, não higienizar o rosto adequadamente, usar produtos comedogênicos (que obstruem os poros) e tocar a face com frequência favorecem o surgimento das lesões.

Quanto tempo pode durar uma espinha interna?

Uma espinha interna pode durar de alguns dias a várias semanas, dependendo do grau de inflamação e da superficialidade dela.

A persistência se deve ao fato de a glândula estar entupida sem uma abertura para fora, o que impede a drenagem natural do sebo, células mortas e bactérias acumuladas, tornando a cura mais lenta e desafiadora.

Como cuidar e tratar espinhas internas?

Lidar com espinhas internas exige paciência e uma abordagem estratégica para evitar manchas e complicações.

“O mais indicado é não mexer na espinha e investir em produtos específicos para acne, como os secativos”, orienta a médica. É crucial não espremer ou furar a espinha interna, já que a manipulação inadequada pode piorar a inflamação, aumentar o risco de infecção e levar à formação de cicatrizes permanentes ou manchas.

As melhores dicas e cuidados práticos para aliviar os sintomas são:

  • Compressas mornas: Aplique uma compressa morna sobre a região por 10 a 15 minutos, de duas a três vezes ao dia, para aliviar a dor e ajudar na diminuição do inchaço.

  • Ativos dermatológicos: Utilize dermocosméticos contendo ácido salicílico, ácido glicólico, peróxido de benzoíla ou niacinamida.

  • Não mexer: Nunca tente espremer ou fure uma espinha interna. A manipulação inadequada pode empurrar a inflamação para camadas ainda mais profundas, aumentar o risco de infecções graves e gerar cicatrizes permanentes ou marcas escuras.

Rotina de cuidados e prevenção

Prevenir é o melhor caminho para manter a pele saudável. Adote estes cuidados simples no seu dia a dia:

  • Limpeza diária: Lave o rosto duas vezes ao dia com um sabonete facial adequado para o seu tipo de pele.

  • Esfoliação suave: Faça de 1 a 2 vezes por semana para remover células mortas e desobstruir os poros.

  • Hidratação contínua: Use hidratantes faciais com textura leve (como gel ou sérum) e fórmula não comedogênica.

  • Proteção solar diária: Aplique protetor solar (FPS 30 ou superior) todos os dias para evitar o aparecimento de manchas.

  • Higienização de maquiagem e fronhas: Remova toda a maquiagem antes de dormir e troque a fronha do travesseiro a cada 2 ou 3 dias.

  • Alimentação e hidratação: Mantenha uma dieta equilibrada, rica em nutrientes (vitaminas A, C, E e Ômega-3) e beba entre 2 e 2,5 litros de água diariamente.

Quando procurar um dermatologista?

Se as espinhas internas forem recorrentes, muito dolorosas ou deixarem cicatrizes, procure ajuda médica. O acompanhamento dermatológico é indispensável para diagnosticar corretamente a lesão — diferenciando-a de foliculite ou cistos sebáceos — e prescrever o tratamento adequado, que pode incluir medicamentos orais, antibióticos tópicos ou procedimentos como laser e peeling.

FAQ: Perguntas frequentes sobre espinhas internas

O que causa espinhas internas?
As espinhas internas são causadas pelo entupimento dos poros profundos devido ao excesso de sebo, acúmulo de células mortas e proliferação de bactérias (Cutibacterium acnes). Fatores como alterações hormonais, estresse e uso de produtos comedogênicos também são grandes gatilhos.
Quantos dias uma espinha interna dura?
Uma espinha interna costuma durar de alguns dias a até 4 semanas para sumir completamente, dependendo do nível de inflamação e dos cuidados adotados, pois o organismo precisa de tempo para reabsorver a lesão.
O que fazer com as espinhas internas?
O ideal é não espremer nem furar. Aplique compressas mornas de 10 a 15 minutos para aliviar a dor e a inflamação e use produtos secativos com ativos como ácido salicílico ou peróxido de benzoíla recomendados por dermatologistas.
Como saber se é espinha interna ou cisto?
A espinha interna geralmente surge de forma aguda, é bem dolorida, avermelhada e pode diminuir em poucas semanas. Já o cisto sebáceo costuma ser um caroço indolor (ou pouco dolorido), que cresce lentamente sob a pele e permanece por longos períodos sem inflamação aparente. É importante consultar um dermatologista para diferenciar as lesões e escolher o tratamento adequado.

- Por Karina Hollo