Como identificar e tratar espinhas internas?
Espinhas internas dolorida e inflamada? Não esprema! Veja as orientações de uma dermatologista para tratar com segurança e prevenir a acne cística.
16/10/2026
Quem tem pele acneica sabe: as espinhas internas podem incomodar até mais que as externas. Por serem profundas, costumam ser bastante doloridas e demoram mais para desaparecer. Se identificou?
Para te ajudar a cuidar da sua pele e diminuir as espinhas internas, conversamos com a dermatologista Mônica Aribi, que nos orientou sobre quais os melhores tratamentos e dicas essenciais de prevenção para uma pele saudável. Aqui, você descobre quando procurar um dermatologista e como evitar cicatrizes.
Neste guia, você encontrará:
- O que causa as espinhas internas?
- Quanto tempo pode durar uma espinha interna?
- Como cuidar das espinhas internas?
- Quando procurar um dermatologista?
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Espinhas internas: causas, tratamentos e prevenção para uma pele saudável
A espinha interna é uma lesão comum e dolorosa que se desenvolve sob a superfície da pele. Medicamente chamada de acne nódulo-cística ou acne cística, essa condição é uma forma mais profunda de acne.
Ela ocorre nas camadas mais profundas da pele (derme), formando um caroço palpável, dolorido e inflamado que não possui abertura para a superfície. Diferente dos cravos e espinhas superficiais, a retenção da secreção intensifica o desconforto e a inflamação.
“Elas são geralmente formadas por alguma alteração hormonal da paciente ou até por estresse”, explica a dermatologista Mônica Aribi.

As espinhas internas pedem foco na prevenção, com uma rotina de cuidados e hábitos saudáveis
O que causa as espinhas internas?
A formação da espinha interna envolve múltiplos fatores, que vão desde a fisiologia da pele até os hábitos de vida.
1. Formação do sebo, bactérias e inflamação
A raiz do problema está na produção excessiva de sebo pelas glândulas sebáceas somada à proliferação de bactérias (Cutibacterium acnes) dentro dos folículos pilosos. Essa combinação obstrui os poros, impedindo a saída do sebo e das células mortas, desencadeando uma forte resposta inflamada.
“Nas espinhas externas, o orifício da glândula sebácea está virado para fora da pele, por isso é possível ver a secreção purulenta. Já nas espinhas internas, a glândula entope, mas a sua saída não está virada para fora. Isso torna a cura mais difícil, pois não há por onde a bactéria sair”, pontua a Dra. Mônica.
2. Fatores internos: hormônios e estresse
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Desequilíbrios hormonais: São os principais gatilhos para as espinhas internas, principalmente em mulheres (fases como puberdade, ciclo menstrual, gravidez e Síndrome do Ovário Policístico).
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Estresse: O estresse elevado aumenta a produção de cortisol, estimulando os hormônios androgênios e ativando a produção de sebo nas glândulas sebáceas.
3. Estilo de vida e hábitos diários
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Alimentação: Dietas ricas em açúcares refinados, laticínios e gorduras saturadas podem desbalancear os hormônios e aumentar a oleosidade.
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Hábitos de higiene: Dormir com maquiagem, não higienizar o rosto adequadamente, usar produtos comedogênicos (que obstruem os poros) e tocar a face com frequência favorecem o surgimento das lesões.
Quanto tempo pode durar uma espinha interna?
Uma espinha interna pode durar de alguns dias a várias semanas, dependendo do grau de inflamação e da superficialidade dela.
A persistência se deve ao fato de a glândula estar entupida sem uma abertura para fora, o que impede a drenagem natural do sebo, células mortas e bactérias acumuladas, tornando a cura mais lenta e desafiadora.
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Como cuidar e tratar espinhas internas?
Lidar com espinhas internas exige paciência e uma abordagem estratégica para evitar manchas e complicações.
“O mais indicado é não mexer na espinha e investir em produtos específicos para acne, como os secativos”, orienta a médica. É crucial não espremer ou furar a espinha interna, já que a manipulação inadequada pode piorar a inflamação, aumentar o risco de infecção e levar à formação de cicatrizes permanentes ou manchas.
As melhores dicas e cuidados práticos para aliviar os sintomas são:
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Compressas mornas: Aplique uma compressa morna sobre a região por 10 a 15 minutos, de duas a três vezes ao dia, para aliviar a dor e ajudar na diminuição do inchaço.
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Ativos dermatológicos: Utilize dermocosméticos contendo ácido salicílico, ácido glicólico, peróxido de benzoíla ou niacinamida.
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Não mexer: Nunca tente espremer ou fure uma espinha interna. A manipulação inadequada pode empurrar a inflamação para camadas ainda mais profundas, aumentar o risco de infecções graves e gerar cicatrizes permanentes ou marcas escuras.
Rotina de cuidados e prevenção
Prevenir é o melhor caminho para manter a pele saudável. Adote estes cuidados simples no seu dia a dia:
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Limpeza diária: Lave o rosto duas vezes ao dia com um sabonete facial adequado para o seu tipo de pele.
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Esfoliação suave: Faça de 1 a 2 vezes por semana para remover células mortas e desobstruir os poros.
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Hidratação contínua: Use hidratantes faciais com textura leve (como gel ou sérum) e fórmula não comedogênica.
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Proteção solar diária: Aplique protetor solar (FPS 30 ou superior) todos os dias para evitar o aparecimento de manchas.
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Higienização de maquiagem e fronhas: Remova toda a maquiagem antes de dormir e troque a fronha do travesseiro a cada 2 ou 3 dias.
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Alimentação e hidratação: Mantenha uma dieta equilibrada, rica em nutrientes (vitaminas A, C, E e Ômega-3) e beba entre 2 e 2,5 litros de água diariamente.
Quando procurar um dermatologista?
Se as espinhas internas forem recorrentes, muito dolorosas ou deixarem cicatrizes, procure ajuda médica. O acompanhamento dermatológico é indispensável para diagnosticar corretamente a lesão — diferenciando-a de foliculite ou cistos sebáceos — e prescrever o tratamento adequado, que pode incluir medicamentos orais, antibióticos tópicos ou procedimentos como laser e peeling.








