Como identificar e tratar espinhas internas?
As espinhas internas requerem cuidados ainda mais atentos para diminuir a inflamação e a dor. Veja como prevenir e tratar.
28/04/2026
Quem tem pele acneica sabe: as espinhas internas podem incomodar até mais que as externas. Elas são doloridas e demoram mais para sumir. Se identificou?
Para te ajudar a cuidar da sua pele e diminuir as espinhas internas, conversamos com a dermatologista Mônica Aribi, que nos orientou sobre quais os melhores tratamentos e dicas essenciais de prevenção para uma pele saudável. Aqui, você descobre quando procurar um dermatologista e como evitar cicatrizes.
Neste guia, você encontrará:
- O que causa as espinhas internas?
- Quanto tempo pode durar uma espinha interna?
- Como cuidar das espinhas internas?
- Quando procurar um dermatologista?
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Espinha interna: causas, tratamentos e prevenção para uma pele saudável
A espinha interna, um incômodo comum e doloroso, é uma lesão que se manifesta sob a superfície da pele. Apesar do nome mais comum ser esse, essa condição é uma forma mais profunda de acne, medicamente chamada de acne nódulo-cística ou acne cística.
Ela se desenvolve nas camadas mais profundas da pele (derme), formando um caroço palpável, dolorido e inflamado que não encontra saída para a superfície. Diferente das espinhas superficiais, sua retenção intensifica a inflamação e o desconforto.
“Elas são geralmente formadas por alguma alteração hormonal da paciente ou até por estresse”, explica a dermatologista Mônica Aribi.

As espinhas internas pede foco na prevenão, com uma rotina de cuidados e hábitos saudáveis
O que causa as espinhas internas?
A formação das espinhas internas envolve múltiplos fatores, desde a fisiologia da pele até o estilo de vida.
Causas principais: sebo, bactérias e inflamação
A raiz do problema reside na produção excessiva de sebo pelas glândulas sebáceas e na proliferação de bactérias (Cutibacterium acnes) dentro dos folículos pilosos.
Essa combinação obstrui os poros, impedindo a saída natural do sebo e das células mortas, e desencadeando uma resposta inflamatória profunda.
“Nas espinhas externas, o orifício da glândula sebácea está virado para fora da pele, por isso é possível ver a secreção purulenta. Já nas espinhas internas, a glândula entope, mas a sua saída não está virada para fora, tornando mais difícil a cura, já que não há por onde a bactéria sair”, diz Dra. Mônica.
Fatores internos: hormônios e estresse
Desequilíbrios hormonais são um dos principais gatilhos para as espinhas internas, especialmente em mulheres (puberdade, ciclo menstrual, gravidez, ovário policístico), aumentando a produção de sebo.
O estresse intenso também impacta a pele, elevando o cortisol, que estimula hormônios androgênios e ativa as glândulas sebáceas, contribuindo para o surgimento e agravamento da acne.
Fatores do estilo de vida: dieta e hábitos
Dietas ricas em açúcares refinados, laticínios e gorduras saturadas podem desregular hormônios e aumentar o sebo. Uma dieta rica em fibras, ômega-3, zinco e vitaminas A, C e E é benéfica.
Dormir pouco, tocar o rosto com frequência, não remover a maquiagem completamente e usar produtos comedogênicos também contribuem para o problema.
Quanto tempo pode durar uma espinha interna?
Uma espinha interna pode durar de alguns dias a várias semanas, dependendo do grau de inflamação e da superficialidade dela.
A persistência se deve ao fato de a glândula estar entupida sem uma abertura para fora, o que impede a drenagem natural do sebo, células mortas e bactérias acumuladas, tornando a cura mais lenta e desafiadora.
Como cuidar das espinhas internas?
Lidar com espinhas internas exige paciência e uma abordagem estratégica para evitar complicações.
“O mais indicado é não mexer na espinha e investir em produtos específicos para acne, como os secativos”, orienta a médica. É crucial não espremer ou furar a espinha interna, já que a manipulação inadequada pode piorar a inflamação, aumentar o risco de infecção e levar à formação de cicatrizes permanentes ou manchas.
Aplique compressas mornas na área afetada por 10-15 minutos, várias vezes ao dia, para reduzir a inflamação e aliviar a dor. Em casos mais persistentes, pode ser necessário o uso de antibióticos prescritos por médicos.
Rotina de cuidados e prevenção
A prevenção é a chave. Uma rotina diária de cuidados com a pele, combinada com hábitos saudáveis, é essencial. Busque sempre produtos com ativos como ácido salicílico, ácido glicólico, peróxido de benzoíla, niacinamida e argilas para reduzir oleosidade, inflamação e promover renovação celular.
Estes são os cuidados essenciais para peles acneicas que podem ajudar também nas espinhas internas:
- Limpeza regular: lave o rosto duas vezes ao dia com um sabonete facial suave e específico para seu tipo de pele.
- Esfoliação suave: faça esfoliação de uma a duas vezes por semana para remover células mortas e evitar a obstrução dos poros.
- Hidratação: use um hidratante leve e não comedogênico para equilibrar a produção de sebo.
- Proteção solar: use protetor solar diariamente (FPS 30 ou mais) para prevenir o envelhecimento precoce, manchas e doenças de pele.
- Remoção de maquiagem: remova a maquiagem por completo todos os dias antes de dormir.
- Evitar tocar o rosto: as mãos carregam bactérias que podem contaminar a pele.
- Trocar fronhas regularmente: a fronha acumula sujeira e bactérias. Troque-a a cada dois ou três dias.
- Dieta equilibrada e hidratação: mantenha uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais, evitando alimentos processados e açúcares. Beba bastante água (2 a 2,5 litros por dia).
- Gerenciamento do estresse: controlar o estresse pode reduzir as chances de desenvolvimento da acne cística.
Quando procurar um dermatologista?
Se as espinhas internas são recorrentes, dolorosas, não respondem aos cuidados básicos ou deixam marcas, o ideal é procurar um dermatologista.
A consulta é essencial para um diagnóstico preciso, especialmente de outros casos, como foliculite ou cisto sebáceo, e um plano de tratamento personalizado, evitando complicações e cicatrizes permanentes.
O dermatologista pode indicar tratamentos mais específicos, como os antibióticos e lasers que vão ajudar a diminuir cicatrizes.





