Quando procurar um ginecologista? Sinais de que é hora de consultar um médico

No Dia do Ginecologista, saiba quando procurar um médico e descubra como as consultas regulares ajudam na prevenção e no bem-estar feminino

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Cuidar da saúde íntima é essencial em todas as fases da vida da mulher, da primeira menstruação até a menopausa. Ainda assim, muitas acabam adiando a ida ao médico, seja por vergonha, medo ou falta de tempo. Mas afinal, quando procurar um ginecologista?

O acompanhamento com esse especialista é fundamental para prevenir doenças, entender as mudanças do corpo e manter o bem-estar em dia. E não por acaso, o Dia do Ginecologista, celebrado em 30 de outubro, reforça a importância de falar sobre o tema e lembrar que marcar consultas regularmente é um ato de autocuidado.

Pensando nisso, preparamos este guia com os principais sinais de que é hora de ir ao ginecologista e por que manter esse acompanhamento é essencial. Confira!

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Quando procurar um ginecologista: entenda a importância do acompanhamento regular

Saber quando procurar um ginecologista é o primeiro passo para cuidar da sua saúde de forma preventiva. Assim, o ideal é que a primeira consulta aconteça logo após a primeira menstruação, ou até os 16 anos, caso ela ainda não tenha ocorrido. 

A partir daí, o acompanhamento deve ser feito ao menos uma vez por ano, mesmo que não haja sintomas aparentes.

Nas consultas de rotina, o ginecologista avalia a saúde dos órgãos reprodutivos, faz exames preventivos, como o papanicolau, e orienta sobre métodos contraceptivos, menstruação e saúde sexual. Além disso, é o profissional que ajuda a identificar alterações hormonais, prevenir infecções e diagnosticar doenças em estágios iniciais.

Sinais de que está na hora de consultar um ginecologista

Como comentamos, a prevenção é fundamental, mas também existem alguns sintomas que exigem uma consulta imediata. A seguir, veja os principais sinais que indicam quando procurar um ginecologista:

1- Alterações na menstruação

Atrasos frequentes, ciclos muito longos ou curtos, sangramentos intensos ou fora do período menstrual podem indicar desequilíbrios hormonais, síndrome dos ovários policísticos ou até endometriose.

2- Corrimento com cheiro forte ou coloração diferente

Um leve corrimento é normal, mas quando ele muda de cor, apresenta mau cheiro ou vem acompanhado de coceira e ardor, pode ser sinal de infecção vaginal, como candidíase ou vaginose bacteriana.

3- Dor durante a relação sexual

Desconforto ou dor durante o sexo nunca devem ser vistos como algo normal. O sintoma pode estar ligado à falta de lubrificação, inflamações ou condições como endometriose e vaginismo, que devem ser diagnosticadas e devidamente acompanhadas pelo ginecologista.

4- Dor ou ardência ao urinar

Esses sintomas são característicos de infecção urinária, problema que é comum entre mulheres. No entanto, mesmo que pareça algo simples, é importante procurar o médico para evitar complicações nos rins.

5- Alterações nas mamas

Caroços, secreções, dor ou alterações na pele das mamas precisam ser avaliados com urgência. O ginecologista é o primeiro profissional a investigar o quadro e solicitar exames como ultrassonografia e mamografia.

6- Cólicas intensas ou fora do comum

Se as cólicas menstruais se tornam incapacitantes ou persistentes, é hora de investigar. Elas também podem estar associadas a condições como endometriose ou miomas.

Com que frequência fazer exames ginecológicos

Além de entender quando procurar um ginecologista, é essencial manter uma rotina de exames preventivos. O papanicolau, por exemplo, deve ser feito anualmente, ou conforme orientação médica, enquanto a mamografia costuma ser indicada a partir dos 40 anos. 

Já os exames de sangue e ultrassonografia pélvica ajudam a acompanhar o equilíbrio hormonal e o funcionamento dos órgãos reprodutivos.

Cada fase da vida pede cuidados específicos a serem avaliados pelo ginecologista: adolescentes precisam de orientações sobre ciclo menstrual e métodos contraceptivos, mulheres adultas devem focar na prevenção de doenças, e quem está na menopausa deve monitorar as alterações hormonais e ósseas. 

Dicas para cuidar da saúde íntima no dia a dia

Além das consultas regulares, alguns hábitos ajudam a manter a saúde ginecológica em dia:

  • Prefira lingeries de algodão e evite roupas muito apertadas;
  • Troque o absorvente a cada quatro horas durante a menstruação;
  • Faça xixi e higienize a região íntima após as relações sexuais;
  • Evite permanecer com roupas molhadas por muito tempo;
  • Tenha uma alimentação equilibrada e beba bastante água.

Esses cuidados simples, aliados às consultas médicas, fazem toda a diferença para prevenir infecções, desconfortos e outras complicações.

Por fim, vale ressaltar: consultar o ginecologista regularmente é um ato de autocuidado e prevenção. Mesmo que tudo pareça bem, o olhar do especialista é essencial para garantir o equilíbrio hormonal, a saúde íntima e o bem-estar geral da mulher.

- Por Maísa Balsan